As igrejas se proliferam todos os dias, como um vírus sem cura.
Mas o AMOR, a base de todo o Cristianismo, se esfria cada vez mais.
Ao invés de inclusão, a exclusão. No lugar da aceitação, o preconceito.
E quando não há explicação para tanto moralismo, ou base para esse falso cristianismo,
simplesmente ouvimos a expressão: "É DO DIABO!"

A falta de amor, a discriminação, a ignorância, isso sim pode ser considerado "coisa do diabo".
Que as/os cristã/os PENSEM.
E que o verdadeiro cristianismo seja buscado e vivido.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Grito dos Excluídos 2011 - Frei Betto

O lema do 17o Grito é "Pela vida grita a Terra... Por direitos, todos nós!" Trata-se de associar a preservação ambiental do planeta aos direitos do povo brasileiro.

O salário mínimo atual -R$ 545,00- possui, hoje, metade do valor de compra de quando foi criado, em 1940. Para equipará-los, precisaria valer R$ 1.202,80. Segundo o DIEESE, para atender as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas, conforme prescreve o art. 7 da Constituição, o atual salário mínimo deveria ser de R$ 2.149,76.

As políticas sociais do governo são, sem dúvida, importantes. Mas não suficientes para erradicar a miséria. Isso só se consegue promovendo distribuição de renda através de salários justos, e não mantendo milhões de famílias na dependência de recursos do poder público.

O Brasil começa a ser atingido pela crise financeira internacional. Com a recessão nos países ricos, nossas exportações tendem a diminuir. O único modo de evitar que o Brasil também caia na recessão é aquecendo o consumo interno - o que significa aumento de salários e de crédito, e redução dos juros.

A população extremamente pobre do Brasil é estimada em 16 milhões de pessoas. Dessas, 59% (9,6 milhões de pessoas) estão concentradas no Nordeste.

Dos que padecem pobreza extrema no Brasil, 51% têm menos de 19 anos e, 40%, menos de 14. O desafio é livrar essas crianças e jovens da carência em que vivem, propiciando-lhes educação e profissionalização de qualidade.

Um dos fatores que impedem nosso governo de destinar mais investimentos aos programas sociais e à educação e saúde é a dívida pública. Hoje, a dívida federal, interna e externa, ultrapassa R$ 2 trilhões. Em 2010, o governo gastou, com juros e amortizações dessa dívida, 44,93% do orçamento geral da União.

Quem lucra e quem perde com as dívidas do governo? O Grito dos Excluídos propõe, há anos, uma auditoria das dívidas interna e externa. Ninguém ignora que boa parcela da dívida é fruto da mera especulação financeira. Como aqui os juros são mais altos, os especuladores estrangeiros canalizam seus dólares para o Brasil, a fim de obter maior rendimento.



Há um aspecto da realidade brasileira que atende à dupla dimensão do lema do Grito deste ano: preservação ambiental e direitos sociais. Trata-se da reforma agrária. Só ela poderá erradicar a miséria no campo e paralisar o progressivo desmatamento da Amazônia e de nossas florestas pela ambição desenfreada do latifúndio e do agronegócio.

Dados do governo indicam que, no Brasil, existem, hoje, 62,2 mil propriedades rurais improdutivas, abrangendo área de 228,5 milhões de ha (hectares). Mera terra de negócio e, portanto, segundo a Constituição, passível de desapropriação.

Comparados esses dados de 2010 aos de 2003, verifica-se que houve aumento de 18,7% no número de imóveis rurais ociosos, e a área se ampliou em 70,8%.

Se o maior crescimento de áreas improdutivas ocorreu na Amazônia, palco de violentos conflitos rurais e trabalho escravo, surpreende o incremento constatado no Sul do país. Em 2003, havia nesta região 5.413 imóveis classificados como improdutivos. Ano passado, o número passou para 7.139 imóveis - aumento de 32%. São 5,3 milhões de ha improdutivos em latifúndios do Sul do Brasil!

De 130,5 mil grandes propriedades rurais cadastradas em 2010, com área de 318,9 milhões de ha, 23,4 mil, com área de 66,3 milhões de ha, são propriedades irregulares - terras griladas ou devolutas (pertences ao governo), em geral ocupadas por latifúndios.

O Brasil tem, sim, margem para uma ampla reforma agrária, sem prejuízo dos produtores rurais e do agronegócio. Com ela, todos haverão de ganhar - o governo, por recolher mais impostos; a população, por ver reduzida a miséria no campo; os produtores, por multiplicarem suas safras e rebanhos, e venderem mais aos mercados interno e externo.

[Frei Betto é escritor, autor do romance "Minas do Ouro" (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org/twitter:@freibetto.
Copyright 2011 - FREI BETTO - Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato - MHPAL - Agência Literária (mhpal@terra.com.br)]

Frei Betto Escritor e assessor de movimentos sociais
Fonte: CEBI - Centro de Estudos Bíblicos

quarta-feira, 27 de julho de 2011

E se Deus fala não? E se Deus não fala nada...


Pode ser que não passe, pode não haver cura, pode acontecer o contrário do que queremos.

E aí? A fé se sustenta?

Temos aprendido que “somos vencedores”, que se tivermos fé, tudo pode acontecer. Mas não é isso que a Bíblia fala.

O texto que todo crente usa, que diz: “em todas estas coisas somos mais que vencedores” (Romanos 8.37), é usado pra nos convencer de que nunca perderemos, que merecemos sempre o melhor. Mas os versículos anteriores falam exatamente o contrário.

O texto fala de todo mal que pode nos atingir, de todos os problemas que poderiam enfraquecer nossa fé:
Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro" (Romanos 8.35, 36)

Esse texto nos deixa claro que estamos sujeitos aos mesmos problemas que qualquer outra pessoa, cristã ou não: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada... Poderíamos contextualizar todas essas coisas: ficar inquieta, ter depressão, pânico, não ser compreendida e ser excluída, passar fome ou vontade de comer, não ter condições de comprar roupas novas, ficar a mercê de toda violência do dia a dia, ter medo de assaltos, agressões ou estupros, temer armas de fogo, e guerras que podem se aproximar a qualquer momento. E mais, enfrentamos a morte todos os dias.

Nossa, isso é tudo, menos o triunfalismo que o cristianismo atual prega.
Mas se podemos passar por tudo isso, qual a diferença, então, de ter fé? O texto diz que nada disso pode nos separar do amor de Cristo. De novo o amor, a verdadeira mensagem do cristianismo. É o amor de Cristo que nos sustenta, que nos dá forças pra enfrentar todos esses possíveis problemas que nos acometerão.

Aí sim, cabe o trecho: "Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8.37). Somos vencedores, não porque não vamos passar pelos problemas, ou porque venceremos todos eles, mas pelo simples fato de podermos passar por eles fortalecidos pelo amor de Cristo.

Pode ser que Deus não fale. Pode ser que ele diga não.

Mas lembre-se: Seu amor nos basta.

Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8.38,39)

Imagem: Frida Kahlo "Without Hope"

sábado, 21 de maio de 2011

Em Nome de Deus


A religião existe desde o princípio. Quando o ser humano percebeu que não podia explicar o mundo e seus fenômenos, antes das descobertas científicas a respeito do universo como o conhecemos, a religião foi a forma encontrada para tentar entender nossa existência.

O relato de Gênesis, que fala da trágica ruptura entre a divindade e o ser humano, descreve essa busca pela “felicidade perdida”, o anseio do finito sobre o infinito.

Está na essência da religião o esforço no sentido do eterno retorno às suas origens místicas, assim como para a manifestação de uma ordem sempre ameaçada pelo caos.” Antônio Mendonça

Do latim religio ou religare, religião significa um laço entre os homens e deuses, ou seja, ela foi criada para fazer essa religação (perdida) entre Deus(a)/es e o ser humano.

Os anos se passaram, os/as deuses/as continuaram sendo criados/as e adorados/as. Houve um tempo em que a sociedade pensou não precisar mais deles/as. Alguns deuses/as permaneceram. E apesar do hedonismo de nossa era nos levar ao divino apenas em troca de sua graça, a religião é bem presente na nossa sociedade atual.

Com a religião, teoricamente nos acompanha a ética. A religiosidade nos faz buscar sermos pessoas melhores, fazer o bem, nos aperfeiçoar como religiosos/as, a fim de agradarmos a Deus.

Mas a religiosidade que vemos hoje está há muito tempo distante dessa busca pelo divino. Essa prática não tem sido efetiva em nos tornar pessoas melhores.

Com a religião, o ser humano tem se tornado mais individualista (sua fé é só dele/a), mais moralista (regras e dogmas, que fogem ao controle) e, o mais grave, mais alienado/a e fanático/a.

Pessoas matam em nome de Deus.

E com isto, não estou criticando o islamismo (o que é muito comum nos últimos dias), estou falando da minha religião, o cristianismo. Confira a história. Desde o início, os cristãos morrem e matam em nome de “seu único Deus”. Quantos homicídios, quantas chacinas, quantas guerras, em nome desse Deus, que segundo a tradição, é um Deus de amor e perdão. Tão incoerente.

Você pode argumentar, dizendo que não mata em nome do Deus cristão, mas pode ofender o próximo, o odeiar quando este não faz o que para você é certo, desprezar aqueles com religiões e posturas diferentes da sua. Que tipo de religiosidade é essa? Que tipo de cristianismo é esse?

A religião cristã deve nos levar até Deus, nos ensinar o amor, nos encher de esperança diante de toda essa loucura, nos tornar pessoas melhores e mais tolerantes.

(...)religião significa ser tocado pelas questões últimas, ter levantado a pergunta acerca do ‘ser ou não ser’ em relação ao significado da própria existência e tendo símbolos pelos quais a questão é respondida(...)ser tocado de maneira última a respeito do próprio ser, a respeito de si mesmo e do mundo, a respeito do significado deste, de sua alienação e finitude.” Paul Tillich

Espero que nossa religiosidade nos aproxime de Deus, nos aproxime de nós mesmos, com consciência, e principalmente, nos aproxime do nosso semelhante.
Que nosso cristianismo seja um cristianismo de amor, tolerância e de verdadeira, pura e consciente relação com o Divino.
E que, em nome de Deus, nós AMEMOS.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O SENHOR DA MINHA FÉ - Frei Betto

O SENHOR DA MINHA FÉ

(Frei Betto, Brasil)

Não creio no deus dos magistrados, nem no deus dos generais, ou das orações patrióticas.

Não creio no deus dos hinos fúnebres, nem no deus das salas de audiências, ou dos prólogos das consti­tuições ou dos epílogos dos discursos eloqüentes.

Não creio no deus da sorte dos ricos, nem no deus do medo dos opulentos, ou da alegria dos que roubam do povo.

Não creio no deus da paz mentirosa, nem no deus da justiça impopular, ou das venerandas tradições na­cionais.

Não creio no deus dos sermões vazios, nem no deus das saudações protocolares, ou dos matrimônios sem amor.

Não creio no deus construído à imagem e semelhança dos poderosos, nem no deus inventado para sedativo das misérias e sofrimentos dos pobres.

Não creio no deus que dorme nas paredes ou se es­conde no cofre das igrejas. Não creio no deus dos natais comerciais nem no deus das propagandas colo­ridas. Não creio no deus feito de mentiras, tão frágil como o barro, nem no deus da ordem estabelecida sobre a desordem consentida.

O DEUS da minha fé nasceu numa gruta. Era judeu, foi perseguido por um rei estrangeiro, e caminhava errante pela Palestina. Fazia-se acompanhar por gente do povo; dava pão aos que tinham fome; luz aos que viviam nas trevas; liberdade aos que jaziam acorrenta­dos; paz aos que suplicavam por justiça.

O DEUS da minha fé punha o homem acima da lei e o amor no lugar das velhas tradições.

Ele não tinha uma pedra onde recostar a cabeça e confundia-se entre os pobres...

O DEUS da minha fé não é outro senão o Filho de Maria, Jesus de Nazaré.

TODOS OS DIAS ELE MORRE CRUCIFICADO PELO NOSSO EGOÍSMO.

TODOS OS DIAS ELE RESSUSCITA PELA FOR­ÇA DO NOSSO AMOR.

(Extraído do livro Salmos Latino-Americanos)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vai ficar tudo bem?

No momento mais difícil da sua vida, quando você descobre uma doença, ou algum ente querido morre, tudo o que você pensa é “por quê?”.
Não há como entender ou aceitar.
Não sabemos lidar com perdas, separações.
Nos sentimos sós, abandonados, sem chão.
É o momento de se conhecer melhor, de questionar a vida, de buscar uma outra direção.

Mas aí, chegam eles, os crentes.
E por não saberem o que dizer e não se importarem com a dor do próximo, simplesmente dizem: “Foi da vontade de Deus”, “vai ficar tudo bem”.

Foi da vontade de Deus???
Isso é tudo que você tem a dizer?

É insensibilidade demais, descaso com a dor alheia.

É um momento de sofrimento, de questionar suas crenças.

Não, não vai ficar tudo bem!
Eu não quero ouvir isso.
Quero ouvir que dói, que é uma merda, que mesmo sem ter o que fazer, você vai estar ao meu lado, que essa dor vai durar um tempo, mas eu vou aprender a lidar com ela, mas ela não vai passar.

Não venha jogar versículos na minha cara.
Você tem mesmo que citar algum versículo? Então use este: “Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram.” Romanos 12.15.

Chore comigo.

É muito simples.
Se importe.
Será que você consegue?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Carnaval, tempo de fuga?

Ah, o Carnaval.

A coisa mais linda do Carnaval é a bateria.
Mais de 200 instrumentos harmonizados, unidos; pessoas que tocam com a alma e que, em perfeita sincronia, manifestam a alegria e a beleza de ser brasileiro.

Pena que não é só isso.

Quando chega a época de Carnaval, lembramos de mulheres semi-nuas, bundas, peitos, putaria!
“Use camisinha”, “vou pegar geral”, são as palavras mais ouvidas quando chega essa festa nacional.

Perdemos a poesia, a diversão em comunidade, a reverência aos músicos, que se preparam durante tantos meses, para nos deliciarem com uma musicalidade peculiar de nossas raízes.

Mas o que quero ressaltar aqui não é nada disso.

Para os evangélicos, Carnaval é tempo de FUGA.
Eles aproveitam o feriado, se unem e correm para algum retiro – espiritual? – na intenção de não participarem da “festa da carne”.
Alguns até mesmo afirmam ser este um momento de evangelização.

Não duvido de suas intenções.
Eu já fui uma delas, que reunia o máximo de jovens que conseguia, para levá-los comigo a um lugar separado, longe de toda essa “putaria”, para assim, apresenta-los ao Evangelho.

Será que este é o caminho?
Fugir da realidade, sair de perto do nosso “próximo”, nos esconder do que não concordamos?

Que tipo de Evangelho é esse, que faz com que aqueles que já o conhecem, num sentimento – talvez inconsciente – de superioridade, se separem dos que não aceitam sua verdade?

É o que Jesus faria?
Numa festa grande como essa, Ele se afastaria com seus discípulos para um retiro espiritual, ou estaria no meio do povo, falando de seu amor, cuidando das/dos desesperançosas/os, tratando suas desilusões, mostrando que está presente, festejando ao lado delas/es?

Não estamos mais nas décadas de 1980/90, tempo em que o evangelismo voltado para os jovens era feito através de pregações em praça pública, tempo em que ser evangélico era ser honrado e respeitado, tempo em que “ser gospel” estava na moda.
Esse tempo passou.
Precisamos repensar os métodos.
E, muito além disso, precisamos repensar a verdadeira intenção de nossos atos.
Queremos lotar nossas igrejas de pessoas alienadas de tudo, ou mostrar a elas o verdadeiro amor, inclusivo, respeitoso, cuidadoso?

Igreja, acorda!
Vivemos novos tempos!
Não olhem para as/os jovens com desprezo, como se tudo o que elas/es sabem não valesse nada, como se tudo o que elas/es precisassem em suas vidas se resumisse a freqüentar a igreja aos sábados e domingos, e fazer parte do grupo de louvor.

Não se escondam atrás de um véu de espiritualidade, que não convence nem seus próprios membros.
Saia de sua zona de conforto e mostre, através da sua vida, dos seus atos, do seu posicionamento no dia-a-dia – no meio da festa – como é viver com Cristo.

Igreja, se mostre!
Com amor, respeito e com a alegria de ter sido abençoada/o por ter nascido brasileira/o.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

2011...

Sem misticismo e falsas promessas. Um novo ano se inicia, mas não nos esqueçamos que é apenas a continuidade de nossa caminhada. Mesmo assim, nos apeguemos à idéia da renovação.

Que coloquemos de lado nossa indiferença. Que realmente amemos nosso próximo, a ponto de lhes desejarmos o que desejamos a nós mesmos. Que salte aos nossos olhos a necessidade dos desafortunados, e além disso, que tomemos atitudes em seu favor. Que não julguemos os diferentes, mas os enxerguemos como gostaríamos de ser enxergados.

Que nós paremos de uma vez com o discurso ecologicamente correto, e realmente atuemos em favor de nosso planeta.

Que não sejamos mais tão egoístas e mesquinhos, que aprendamos a compartilhar e querer o bem dos que nos cercam.

Que nossa fé não se baseie em trocas, crendices ou superficialidades. Que nos entreguemos ao divino de olhos fechados, crendo contra a esperança, tendo certeza do incerto.

Que não usemos o nome de Deus para manipular as pessoas, nem sua misericórdia como desculpa para pecar.

Que o EU morra de fato. Que sejamos NÓS, parte do mesmo corpo, e CRISTO, o cabeça.

Que o cristianismo que morreu já naquela cruz, ressuscite em nós, como Cristo ressuscitou ao terceiro dia. Que sejamos a prova de que nosso Deus não está morto, e sim, essa sociedade cristã e seu deus criado.

Que sejamos menos ignorantes, menos imaturos, e busquemos o conhecimento, a sabedoria, a palavra – o logos.

Que entendamos as coisas como elas realmente são, e não tiremos nossas conclusões baseadas em opiniões próprias.

Que não sejamos mornos, religiosos, vazios. Mas calorosos, vivos, transbordantes.
Que não usemos a virada do ano como desculpa para mudar o que já deveria estar mudado. Mas que aproveitemos esta nova chance de renovar, recriar, reviver.